terça-feira, 24 de janeiro de 2012

JENIPABU OU GENIPABU?

Tive certeza, desde sempre, que era Jenipabu. Não sei de onde tirei essa ideia, mas não havia dúvida. Flávia disse que sempre pensou ser Genipabu.
Bem, lá fomos nós, eu ao volante (mais uma aventura), para descobrir qual o certo. Mamãe não tinha opinião formada, e papai concorda com todas nós.
O fato é que a viagem serviu para um fim: aumentar o debate, que, no ritmo que vai, alcançará dimensões jamais imaginadas. Nunca vi isso. As placas de indicação verdes com letras brancas trazem Jenipabu. As marronzinhas, que indicam os pontos turísticos, Genipabu. Perto da praia, uma indicação da prefeitura traz o jota. Ou seja, ir a J ou G enipabu não adiantou nada para descobrirmos a grafia correta da palavra. Mas serviu para termos um dia delicioso de praia.
Tendo, até aqui, elogiado tanto Natal e a região, sinto-me obrigada a dizer que a infraestrutura deixa muito a desejar. Sabe aquele esquema de um pseudo-restaurante grudado no outro, com um monte de mesas e barracas na frente? Isso mesmo. Todo mundo amontoado. Garçons correndo de um lado para o outro. Com a mesma atenção e simpatia que já comentei, mas, ainda assim... deixa muito a desejar.
Não vimos uma lata de lixo sequer. Então, tudo que sobra acaba espalhado pela areia. E haja lata de refri, garrafa de água, sabugo de milho, e tudo mais que a gente consome na praia. Os garçons não se preocupam em recolher o que sobrou do que consumimos. Para ser justa, vi um dos chefes deles chamando a atenção para recolherem tudo, mas eles não obedeceram muito, não.
A praia de G J enipabu é deliciosa. E linda. Fiquei um tempão dentro da água conversando com o Marcos. Fura uma onda, conversa, fura outra, leva um caldo, porque não prestou atenção na onda e sim na conversa. Valeu a pena. Do lado direito da praia ficam dunas onde os pobres dos dromedários carregam turistas nas costas. Eu tenho uma pena desses bichos! Exilados de sua pátria, vivem como escravos a carregar gente de um lado para outro. Coisa mais sem graça, tanto para eles quanto para os que os "cavalgam"...
Depois de mar, sol a valer, camarão e peixe, fomos visitar as lagoas. Aqui, precário é pouco. Acessos em estradas de terra, nada de banheiros, nem de pseudo-restaurantes. Só umas mesas e cadeiras e uns caras abanando a mão para mandar a gente estacionar. Eu precisava de um banheiro. Para ontem. E tinha que entrar na lagoa. Amo mar e piscina, mas detesto lagoa e rio. E a dita é abarrotada de girinos! Oh, my! A outra opção era daqueles banheiros químicos. Preferi os girinos. E saí o mais rápido possível.
Depois de tantas aventuras bucólicas, resolvemos voltar. Cristina e Joel ainda foram com as crianças a outra lagoa, para o esquibunda, mas a população do nosso carro já estava com saudade da zona urbana. E voltamos logo. Sonhando com um MacDonald's, afinal, já estamos comendo comida boa há tempo demais. E encontramos o dito. Nada como um bom McChicken para trazer a gente de volta à civilização.
Espero que J G enipabu receba uma injeção de profissionalismo para a gente poder se esbaldar mais naquele semi-paraíso.
Estamos aqui desde o dia 12. Sol de torrar todos os dias. Como diz a Cristina, brincando, claro, já estou irritada com esse sol de Natal (e região). Há duas noites, choveu praticamente a noite toda. Acordei às 8:30, certa de que haveria chuva e eu ficaria dormindo com o barulhinho dela na janela. Abri um pedacinho da cortina e foi como se alguém tivesse me dado um empurrão para trás. O sol brilhava tanto que ao fechar a cortina fiquei vendo tudo verde na minha frente. Tive que rir. Uma pessoa na praia querendo chuva. Isso é ou não o sonho de todos os apaixonados por sol e mar? Só não é perfeito porque meu maridinho não veio...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

GENTE ARRETADA!!!!!

Viemos a Natal pela primeira vez em 2003. Eu e Sérgio. Aproveitamos bastante. Comemos bem, ficamos em bons hotéis (por ser feriado de 7 de setembro, não havia lugar em um só, e por isso ficamos uns dias em um, e fomos para outro). Gostamos bastante.
Voltamos no ano passado, e eu estou repetindo a dose, infelizmente sem ele, este ano. A diferença que a cidade fez nesse período é notável. Ontem, quando contei de minha arriscada aventura até o aeroporto, comentei sobre a sinalização, sobre as ruas bem pavimentadas.
Hoje, quero elogiar as pessoas que trabalham com os turistas. Nunca estive em um lugar em que todos fossem tão amáveis com a gente. Parece que há algum tipo de treinamento. Desde que a gente chega ao aeroporto e pega o primeiro táxi, até a hora de ir embora, a gente só se depara com pessoas agradáveis, educadas, atenciosas e dedicadas.
Mais para o sul do país, os funcionários são competentes. No entanto, me desculpem eles, mas costumam ser distantes, meio profissionais demais. No Rio... bem, sou fã de carteirinha dos cariocas, de sua sabedoria de viver bem. Já peço perdão antecipado, mas não gostei, de jeito nenhum, do modo como fui tratada na Bahia. Não sei por que as pessoas enaltecem tanto Salvador. Na minha experiência, encontrei atendimento ruim, demora, falta de profissionalismo. Sei que no Brasil chega a ser heresia não gostar da Bahia. Mas não gosto. Não tenho vontade de voltar, a não ser para os resorts. Nada do que comentei se aplica ao Club Med de Itaparica. Mas, nos resorts, estamos fora do local propriamente dito, não temos contato com as pessoas do lugar. Há todo um treinamento específico e uma postura diferente exigidos dos funcionários.
De Sergipe para cima, a coisa já é do meu agrado. Amo os nordestinos. Eles tratam os turistas com carinho. Parece que já nascem entendendo a importância do turismo como fonte de renda. Talvez o Obama tenha um assessor nordestino que ensinou isso para ele nos últimos dias...
Em Maceió, Fortaleza, Porto de Galinhas, Recife, João Pessoa, enfim, em todas as cidades que conheço do nordeste, sempre fomos super bem tratados.
Mas aqui, em Natal, eles quase que atingiram a perfeição. Os funcionários do hotel se desdobram para atender nossos pedidos. O mesmo acontece nos restaurantes. Mas preciso destacar os motoristas de táxi. Eles são o máximo. Já pegamos inúmeros, tanto no ano passado, quanto neste. Conversam, contam coisas sobre a cidade, brincam. Ontem, o motorista se chamava Josias. Tipo físico bem característico do Rio Grande do Norte: baixinho, cabeça grande. E era feio a valer (isso não é característica de todos aqui, só dele). Eu falei que ele tinha nome de rei bíblico. Ele falou que sim, e eu perguntei se era cristão. Ele disse que não, porque homem bonito que nem ele não pode ser crente, porque tem muita mulher dando em cima dele e "não presta". Piadinha engraçada, dita com simpatia, a gente foi conversando e rindo até o restaurante.
Hoje foi o Otávio. Pedi para voltar do restaurante descendo até a beira do mar em Ponta Negra. Foi, com a maior boa vontade, conversando com o papai, que sempre vai na frente. Aliás, é o ponto alto a atenção e o cuidado que têm com o papai. Esperam com a maior paciência enquanto ele entra ou sai do carro, não demonstram qualquer irritação por ter que carregar andador ou cadeira de rodas. Muitos comentam que esperam chegar na idade do papai com a mesma disposição que ele tem.
Na frente de nosso hotel, a praia não é muito boa, como de resto, por toda a Via Costeira. Mar bravo, ondas muito altas. A gente fica nas piscinas do hotel. Mas as crianças queriam ir à praia e desci com elas. Logo chegou um rapaz que fica por lá, vendendo água de coco, água mineral, cerveja, refri, etc. Logo se apresentou: é o Railson. Perguntei se ele alugava cadeira. Disse que não, mas que a amiga dele estava em uma cadeira e ele ia me emprestar. Apesar de meus protestos, foi lá, e falou:
- Levanta daí, que vou emprestar a cadeira para aquela mulher.
A coitada levantou, sorriu para mim, abanou a mão e sentou no chão. E eu fiquei com a cadeira. Tomei duas garrafinhas de água mineral. E fiquei amiga do Railson. Vê se não é para gostar de uma gente assim!!!!
Acho que alguém chegou e falou para os habitantes de Natal:
- Vou ensinar vocês a serem os melhores acolhedores de turistas do mundo.
E eles aprenderam a lição. Pode vir aqui experimentar, aposto que você, como eu, vai amar!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

QUEM DIRIA!!!!!!!!!

Alice chegou hoje. Veio sozinha! Tia Cláudia com a incumbência de buscar no aeroporto. Era surpresa para Fefê. Todo mundo sabia, menos a pequenininha. O voo da Alice estava marcado para chegar 14:15.
Muito adulta, já que meu marido não está aqui, aluguei um carro!!! Quem diria! O preço do táxi ida e volta dá a diária do carro. Então, lá fui eu. Logo cedo, peguei meu GPS do celular, coloquei o nome do hotel e o aeroporto. Me ofereceu duas rotas. Muito entendida, escolhi a que passa por Ponta Negra.
Saí do hotel com o Marcos por volta de 1 da tarde, escondidos, para Fefê não desconfiar da surpresa. Mas surpresa tive eu. O trânsito que pegamos foi super tranquilo. Não precisei do GPS por dois motivos: o primeiro é que sabia o caminho (KKK), mas tinha olhado por insegurança - afinal, o Sérgio sempre está por perto para dirigir para mim, eu nunca tenho que tomar essas decisões. O segundo é que a cidade é muito bem sinalizada. Um ou dois buracos apenas pelo caminho, bem melhor do que Brasília nesta época do ano. Asfalto bom, ruas e avenidas largas, sinais luminosos funcionando direitinho, faixas pintadinhas de novo nas pistas. As placas são bem grandes, em locais de destaque, várias antes dos lugares em que temos que entrar.
Palmas para a administração da cidade! Palmas para tia Cláudia, que só errou a entrada do estacionamento do aeroporto porque, afinal, ninguém é perfeito.
Alice chegou como sempre é: animada, cheia de histórias e casos. Uma mulher no avião brigou com ela, disse que estava fazendo bagunça. Essa mulher que me aguarde, a fúria de tia Cláudia é insaciável.
Ao chegarmos no hotel, que, aliás, é muito bom, viemos direto ao quarto para ela trocar a roupa. Depois, para o restaurante, onde todos nos esperavam. A Fefê viu a Alice de longe e gritou:
- A Alice!!!!!!! A Alice está aqui! Que surpresa agradável!
Tudo muito agradável. Ainda bem que meu carro é muito melhor do que o que eu aluguei, mas ele quebrou um galhão. Ainda bem que podemos aproveitar esta cidade gostosa, mas ainda bem que minha casinha está me esperando em Brasília. Muito agradável!!!!
E parabéns para mim, que tive coragem de dirigir numa cidade desconhecida, sem outro adulto do meu lado! Acho que estou virando gente grande. Se quiser, pode se arriscar em Natal, não tive o mínimo problema.

sábado, 14 de janeiro de 2012

NATAL

Praia é tudo de bom. Na verdade, não sou afeiçoada à areia e ao mar salgado, mas sou apaixonada ao máximo grau pelo ambiente de verão, a descontração, por ficar sentada de frente para o mar, ouvindo e contemplando as ondas.
Eu e Sérgio viemos a Natal em 2003 e só voltamos em janeiro do ano passado. Ficamos impressionados com o desenvolvimento da cidade! Cresceu muito neste tempo, a atividade turística se profissionalizou muito.
Uma das coisas que mais me chamaram a atenção no ano passado, e que já se manifestou agora, é a atenção das pessoas que nos atendem. Funcionários dos hotéis, motoristas de táxi, segurança do shopping, atendentes nas lojas. Todos os contatos que tivemos com essas pessoas, no ano passado e nesses dois dias, têm sido muito agradáveis.
Os motoristas de táxi são um caso à parte. Conversam o tempo todo com o papai, que sempre vai no banco da frente, porque entrar atrás é mais difícil para ele. Dão a maior atenção, contam histórias, demonstram interesse em nós. Além disso, sabem dar informações sobre a cidade, a gente vê que são pessoas preparadas.
Isso é tão bom! Eu sonho tanto com um país em que todos sabem conversar, sabem opinar sobre os mais diferentes temas, têm, enfim, educação no sentido mais amplo! E gosto de ver que isso tem acontecido aqui em Natal.
Outra coisa deliciosa aqui é o clima. Na beira da praia, claro! Há sempre o vento vindo do mar, de modo que a gente não sente calor. Marcos está mais vermelho que sinal de trânsito, porque brinca o dia inteiro, sem sentir o sol fritando a pele "super morena" dele.
Ontem, primeiro dia, queríamos ir ao mercado. Natal tem um shopping excelente, o Midway, que tem um mercado Extra. Já conhecia um fast-food que serve camarão, então fui direto nele. Mas escolhi mal: camarão com um molho delicioso, tomate fresco e... bacon! Eu simplesmente não posso comer fritura! Resultado: dia de recolhimento. Não faz mal. Amanhã o sol me espera. Com a promessa da visita de Alceu e Piquitina, nossos amigos que estão aqui.
Este ano, Sérgio, em seu primeiro emprego, não pôde vir (buááá). Rodrigo, Clarice e Alice acabaram de informar que não virão (buáááá´). Mas a Flávia, que não vinha à praia conosco há muito tempo, está aqui (oba!!!!!!). Creio que vamos nos divertir bastante.
Com bacon e tudo mais.